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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Diga NÃO aos Preconceitos !

Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.

Algo tão incoerente existe debaixo de nossos olhos, como cada um não enxerga a diversidade que o rodeia e, que é fato da possibilidade da existência da vida humana no planeta. Parece que ainda acreditamos ser únicos dentro do contexto humanidade, olhamos a diversidade como DIFERENÇA. Julgamos aquele não igual a nós ou ao que acreditamos como valor como um "marginal", à margem do nosso mundo exemplar. Porque tanta necessidade de julgar, apontar, DISCRIMINAR, ou da mesma forma ,usar de INDIFERENÇA, uma outra forma clássica de atitude  preconceituosa . Há quem, diante de seus pré-julgamentos, critica na forma de RIDICULARIZAR, de esboçar seu DESPREZO e nojo, como se em nenhum momento se colocasse no lugar da pessoa, total falta de compreensão e compaixão. Das mentes mais medíocres e dos pobres de espírito, vem a soberba daqueles que são "donos da verdade" e saem a desqualificar tudo e todos que não seguem suas crenças, como se deuses fossem.

Quantos preconceitos, quanta ignorância em buscar sua individualidade, sua identidade e personalidade, como se para "SER ALGUÉM" na vida você precise liquidar seus diferentes, talvez tanto inconsciência de si mesmo, que os veja como ameaça, como se estivesse sempre a disputar um lugar na sua ausência de SOL_idaridade. É como se existissem "guerras" tribais na conquista de aldeias na época dos Vikings, onde os mais fortes derrotavam os mais fracos e ganhavam o território para si. Como fizeram os ingleses e franceses com os índios no Canadá, os espanhóis com os Maias, Incas e Astecas, os portugueses com os índios brasileiros. Os ingleses nas possessões da Índia , os franceses no norte da África, todos os povos que detinham mais poder, que se acreditavam seres humanos inteligentes, humanos não acredito, tinham o direito por todo aquele ser indefeso e ignorante.

É preconceito racial, se o cara tem cor diferente, se é ex-presidiário, se tem origem estrangeira, se tem cultura diferente,  se é pobre, se tem deficiência física, se é loira, se é burro, sem diploma,  se fala outra língua, se é gordo,  se  é homossexual, se tem HIV, se é mulher, se é velho, se é evangélico, cristão, muçulmano, umbandista,  gago, baixinho, mendigo, especial, doente mental, etc.
Junto a tudo isso, somos parte disso, quase impossível sermos  isentos dessa contaminação por todas essas formas de preconceito, nossa educação visa identificarmos o que é certo e errado e crescemos numa escola que cataliza os preconceitos, quanto mais elitista, mais seletiva, mais põe à distância as diferenças.

Esxistem claras associações que cultivam alguns preconceitos, o negro e a violência urbana, o pobre e o baixo nível cultural, o político e a corrupção, a mudança de padrão como marginalidade (o que ousa ser contrário às normas), um pária de uma sociedade que se sustenta no que foi, naquile passado negro de racismo, de nazismo, de extermínio de povos, de matar em nome de seu Deus, esse sim, o lado selvagem do ser humano que desvirtuou qualquer ideologia em nome de PODER. Por poder o homem ainda manipulou, controlou, limitou, desmereceu o papel da mulher como igual, ridiculariza aquele que manca e não é qualificado a ser um parceiro amoroso.

Que uma mulher gorda não causa atração sexual num homem e é renegada a ser complexada. Fraca a mente humana que se deixa conduzir por estereótipos que a mídia coloca como ordem do dia, daquele que sente-se renegado por ter um pênis pequeno, como se o sexo fosse de mais qualidade pelo tamanho do instrumento.
Quanto sofrimento impingimos a tantos seres humanos, quanto se fala como verdade sem se olhar para o seu próprio telhado de vidro, talvez você seja da raça branca, tenha diploma, não seja pobre, não gaguege nem tenha nenhuma celulite, mas tenha o pior dos defeitos, incorpore preconceitos sem questioná-los, sem contestá-los, passando adiante aos seus filhos na convivência de sua família, sendo indiferente e criminoso ao condenar alguém por ser diferente.

Um dia você poderá passar por essa experiência, ser chamado de GORDO, ter seu filho com uma orientação homossexual e terá que aprender a colocar o amor acima de seu preconceito. Você envelhecerá e precisará de uma bengala, de alguém que lhe troque as fraldas como a de uma criança, vai ficar de lado vendo sua família ir e esquecer de você, nem enxergar suas necessidades. Seu filho poderá se apaixonar por uma negra,  e você poderá ter um filho especial, o abortará por ser "diferente" ?

"Não vamos sumir magicamente com nossos preconceitos, mas que possamos respeitar cada um além de nós como um igual, que se atravessa teu caminho, ali existe uma oportunidade de aprender algo, respeito o próximo nas suas diferenças."