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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A Miséria de um Mundo Pequeno - O Grande Ego e O Self Desbotado


Eu já faz tempo ando melancólica, sem cólica, só curtindo um estado "in" sem depressão ou angústia, mas uma percepção aguda de um caminho que talvez seja a maturidade da massa cinzenta que me faz dar pinceladas na tela como numa aquarela, meio borrada, sem fim nem começo, mas que , ao olhar de longe, me espanta o quanto de paisagem ficar ali retido, todas as impressões do meu sentir por dentro se extravasa e contorna esse meu mundo ao redor. Talvez seja uma das minhas armas  ou técnicas, nunca sei quando trabalho ou preciso me defender pra sobreviver, tento sempre com toda minha "nobreza leonina de ASC, ser "nobre", me faz bem  ter essa sensação boa no peito de dar um pouco de mim ao outro, que vai muito além do meu conhecimento e do valor cobrado a cada consulta.
Mas a realidade que me cerca é um massa de gente quieta e calada, sofrendo pelos cantos do metrô, nas filas de ônibus, no volante dos caros do ano, nos meio-fios da vida numa enorme solidão, e não é a solidão , essa nossa velha conhecida, daquele que se aposentou, da que foi abandonada pelo marido, da menina que perdeu o gato de estimação. É uma dor do não ter recursos, do não saber por onde ir, ou ir sem saber se é por ali mesmo, é um cotidiano pobre,  rídículo, miserável, um mundo pequeno onde essas pessoas se encerram.


Estão vivas, são belas, transeuntes, estudantes, profissionais, mas ainda pensando em si mesmas, em como enfrentar essa guerra pela sobrevivência física e a cacetear toda a sua substância emocional e espiritual. Eles se negam a crescer, a ver a realidade além desse pequeno mundo que não ousam expandir. Tudo fica grande demais numa ausênsia de amplitude, numa falta de valores, numa redefinição de crenças, elas mais parecem formatadas numa base de concreto, sobre quase nenhum espaço para ser flexível, negociar, e o Ego controla o condicionamento, todas vaquinhas de um presépio nada natalino. Como diz o ditado: "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento". Em algum momento esquecemos de nós (Self) esse nosso ser mais fluídico, coitado, meio sem espaço para flutuar, sorver a vida, esse manancial de energias que o universo nos oferece. É tanto querer saber mas não saber o que fazer com o "saber", uma montanha de conhecimento que na maioria das vezes fica estática no Diploma na parede, muitas vezes te faz fazer escolhas onde vale mais um caminho reto e enfadonho que te regala com vinténs a cada dia 30 e o desprezo por um longo caminhos de experiemtnos e conquistas da construção de sua prórpia criação.

Até quando vamos validar o cérebro em detrimento da felicidade? Por onde anda o homem em desenvolvimento? Ele ta perdido pelo meio do caminho, brigando pelo Pré-Sal e deixando desmatarem a Amazônia, ele é corrupo de si mesmo, pois rouba de si mesmo o direito de ser mais do que um simples servil profissional  incompreendido, frustrado e infeliz, preocupado em sobreviver, como ha milênios atrás. Ô mente humano, que trouxe ao homem a capacidade de usar de seu racicínio, de ser mais que um selvagem , parece hoje atrofiada, pequena, medíocre, quando mais pensa em se salvar e principalmente em ganhar mais, que diante da ideologia, fenece aos conchavos, ao enriquecimento ilícito, ao prazer fortuito, de onde nada extrai a não ser "matéria", imunda, suja, enlameada de um valor escroto seja do roubo, seja pela mendicância a que se submete.

Por vezes eu viajo no tempo-espaço, diante dessa minha postura por vezes tão intelectualizada, me encontro tão pé no chão lá longe, num caminho onde eu tenha em minhas mãos a colheita do que plantei. Essa plentitude de ver brotar e crescer todo o meu esforço, em me dedicar a catar ervas daninhas pelo caminho, sentar na beira da estrada pra ver o sol se por lá pros lados da serra, a brisa morna do fim de tarde a me regalar com mais um dia onde eu cresci porque sou livre, vou escolhendo me adequar à chuva, seca e depois de novo, cultivar meu solo e fazê-lo brotar, como se eu fosse dona do meu amanhã que planto hoje e que espero que dê frutos ao sabor do tempo e de todas as inteméries que irão me ensinar a compreender o ritmo da vida e como me construo a partir das mudanças.