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terça-feira, 13 de abril de 2010

Vítimas e Invejosos na Abundância

Eles estão sempre numa lamentação interna, a voz já tem até um timbre meio "fio desencapado carente", em meio à sua abundância, seja pelo que possuem, normalmente não são pessoas que vivem com pouco, seja pelo que sentem, tudo para elas é grandioso, intenso, sentido até as raias do inferno da dor humana, existe também uma enorme abundância de um sofrer em silêncio com medo de perder o que ainda lhe resta. Para finalizar, essas pessoas são eternas incomodadas com algumas pessoas que contrariam suas expectativas já negativas e frustradas, e adoram tecem comentários , aqueles ruídos sarcásticos, maldosos, é o ranço que se acumula numa observação crítica de alguém que deseja invalidar quem sai do buraco e constrói degraus para cima.
É um vazio repleto de dor emocional, de amargura, de ressentimento, e claro que essas pessoas jamais podem admitir serem tão más, pois essa violência emocional é expressa de alguma forma no dia-d-dia. Como serem amadas, ou serem pelo menos donas do controle dos que ama, se forem opressoras? Se vestem de santas e vítimas até que encontram naqueles que não vivem carregando fardos para chamar atenção e ter "valor" = peso, aí elas eriçam e se transformam em cobras a sondar sorrateiramente o que de mau e negativo os outros têm.
É muita infelicidade uma pessoa que se deixa envolver por essa saga lamurienta de infelicidade pessoal, uma distorção de suas qualidades, auto-punição revestida de um martírio auto-imposto e uma descarga dessa dor para os outros, para poder também ser alvo de compaixão e compreensão pela dureza e radicalidade com que quer reger o mundo a seu modo. Fico observando como esse clamor é preenchimento de um vazio interior. Tudo que esta pessoa constrói carece de validação, tudo o que possui é valor para os outros, ela está sempre mostrando a bandeja de prata, os dentes de ouro,mas nada do que faz conquista quem deseja, pois ela não dá de si, ela oferta o que possui, e lógico, cobra e depois morre por dentro, rejeitada, injustiçada. Ela não enxerga sua dureza, suas exigências e imposições, ela tanto faz e acredita que por isso pode cobrar. Ela tenta sempre enlaçar os outros em seus braços "caridosos" e depois dá um nó no abraço e assim, fica ela aprisionada à sua própria isca e passa a ser usada pelas pessoas acorrentadas a ela, e extremamente distantes dela.
Tanta gente que se auto-invalida, tanta gente que não qualifica seus valores, potenciais, são "de bem com a vida" para os outros, socialmente realizados, prósperos, mas na intimidade são pessoas infelizes com elas próprias, que não valorizam quem são e tudo o que constroem na vida, são eternos insatisfeitos por desejarem demais, sofrerem demais pelo que não conseguem obter, sofridos demais com as coisas e pessoas que perdem. São incapazes de lidar com seus limites sem vê-los com olhos de complexo de inferioridade. Sobra muita raiva e angústia para os que são relativamente felizes, que realizam, conquistam pequenas coisas. Para essas pessoas a inveja nem é consciente, pois elas detonam aqueles que se opõe à visão delas sobre a vida. Sofrer faz parte,ser vítima é consequência por sofrer calada, aceitando tudo,pois MUDAR a si mesmas é impossível, pois elas poderiam ser felizes, serem a "galinha dos ovos de ouro", produtivas e validadas pela sua competência, dedicação,e pelo seu auto-reconhecimento, lágrimas e orgulho só pelo que fazem de si mesmas diante da vida.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mentes Vazias, Línguas Ferinas



Nada pior na vida do que o conflito, a guerra armada, e pior disso quando a maior arma de cura, o Amor, inexiste ou foi um amor negativo onde a criança não teve oportunidade de ser amada, construir um boa auto-estima, ou no mínimo saber lutar por ela através dos exemplos dentro de casa. Essa criança poderá se tornar um adulto infeliz, frustrado, revoltado e poder ser cruel e frio com as pessoas. A falta de amorosidade  num ser humano deixa esse a mercê das larvas da dor, da inveja, nas mãos da figura do diabinho que busca ostentar poder para compensar seu vazio e fracasso afetivo.
Não as coloco como vítimas, pois somos mais vítimas de nós mesmos quando não lutamos por sermos pessoas melhores, por nos diferenciar daquilo que vivemos de ruim na infância. Nossa evolução e crescimento depende de nós e exatamente em confronto com todos os desafios que a vida nos impõe. Não dou mole pra gente que ataca pra se defender, que detona pra se igualar, que usa as pessoas porque ela não teve a sorte....O que é mais incrível é como essas pessoas jamais se tocam o quanto se revelam, porque elas não aguentam, elas explodem com a azia do ácido clorídrico as corroendo o estômago. No fundo há uma alegria envenenada, um desejo malígno de ferir o outro, como assim foi ferida, como assim se sente ferida, marcada somente pelas carências, mas que em nenhum momento essas pessoas buscam construir dentro de si mesmas uma auto-transformação, elas se negam a mudar, como se alimentassem do ácido da crueldade, do fel da raiva e do ódio que verte de seu fígado.

Muitas figuras começam cedo, na infância ainda, a querer levar vantagem em tudo, tem pai que ainda estimula e ensina filho a ludibriar as regras, um absurdo, mas esses são meio inocentes, a coisa pega naquelas brincadeiras bizarras com os colegas de escolas, no ridicularizar os diferentes, mesmo sendo eles próprios a escória da classe. Eles crescem e continuam querendo ser alguma coisa, mas nada que os faça ter trabalho, essa posição de mal compreendidos socialmente lhes dá um sabor de orgulho de pelo menos "acontecer", mesmo que preso numa cela de cadeia. Esse podem ser até filhinhos de papai, não é falta de dinheiro , aliás eu acredito muito que o muito causa uma total falta de ânsia também, não se luta por nada, daí a mente vazia, seja pelo empobrecimento da acomodação vitimada, seja pelo ócio de tudo à mão, será sempre o "diabinho" a ganhar a guerra. São os arruaceiros, os hackers, aqueles insatisfeitos, sempre destilando escárnio pelo caminho, por vezes percebo claramente que quando "atacam" aos outros na rua, estão agredindo a si mesmos.

Já tem uns que são mais audaciosos, rancorosos, ressentidos com a vida, com eles próprios, uns fracassados, irônicos, se fazem de pessoas do bem, mas o desejo de poder corroe-nas e elas não resistem em apontar o dedo e sentenciar, desqualificar, invalidar e detonar as pessoas, principalmente aqelas opostas a elas, que não estão atrás de poder, elas o tem por ascendência ou intrínseco, na maioria das vezes não é material e isso torna os diabos pensantes mais enraivecidos, embrutecidos, doloridos. Na maioria das vezes, estes seres superiores, nem se apercebem,  da sua onipotência, só lhes resta minimizar os feudos, os ignorantes, os marginalizados, assim sobram as castas mais altas, a elite do desamor.
Não é a toa que a dor faz "milagres" aos necessitados, aos carente de afeto, pois por todo poder, esperteza, sagacidade, eles terminam iguais a todos, em algum momento se virão frágeis, com seu destino nas mãos dos outros, muitos daqueles que eles rejeitaram e desprezaram. Na Internet eles só existem pelas palavras, claro que são covardes a se esconder por trás da tela do computador, onde a censura só existe para aquele que tem uma clara identidade bem posicionada, coisa rara frente a "trocentos" idiotas que se mascaram e se ocultam para poder ter poder, como diz Caetano, "Podres Poderes", fétido  de um ser que não sabe quem é por isso tem medo do olho no olho, esse no front da vida, só munido de um fusil pra sentir-se pronto, e ainnda duvido. A própria droga consumida pelo crimoso na hora do assalto, não o fortalece, mais tira ele da consciência de sua fraqueza, só o faz impulsivo, pois ele treme tal qual a vítima, por isso tantas mortes, pois o criminoso não tem controle algum.